Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Um plano para comunicar Portugal

 
Portugal precisa urgentemente de um plano global de comunicação. De todas as notícias veiculadas nos media do mundo com referência a Portugal, a esmagadora maioria está relacionada com futebol. Isto significa que não existe qualquer proactividade para provocar notícias nos meios de comunicação social estrangeiros, de forma a sustentar a reputação do nosso país fora de portas.
Na minha opinião, a estratégia correcta para inverter esta realidade e para “vender” Portugal no mundo, passa pela contratação de especialistas de comunicação locais que desenvolvam acções de relações públicas capazes de despertar regularmente a veiculação de notícias favoráveis nos media.
A melhor forma de projectar a nossa reputação está na criação de momentos de comunicação capazes de despertar os media para veicularem notícias favoráveis, que consigam estabelecer proximidades e interacções com os públicos alvo.
 A activação de um plano de comunicação nestes moldes, não seria assim tão complexo e muito menos muito dispendioso, sobretudo se compararmos com o custo do espaço publicitário que o Turismo de Portugal compra com alguma regularidade, nestes países.
publicado por uriel oliveira às 17:16
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6 comentários:
De Dário Fonseca a 12 de Janeiro de 2010 às 20:10
Uriel, concordo com a estratégia, mas parece-me que enquanto não existir uma marca "Portugal" baseada em valores que verdadeiramente transmitam a imagem do País, dificilmente passará para o publico algo que não esteja relacionado com a actualidade, seja desportiva, política ou social. Esse é quanto a mim o primeiro desafio – posicionar a marca Portugal.

E basta olhar para a Europa e ver exemplos disso: hoje, pensar na Suiça é pensar em relógios, chocolates; a Itália vende-se associada à Moda. França vende como ninguém os seus produtos: queijos, vinhos. A Alemanha vende automóveis, a Espanha vende sol, fiesta, movida. Portugal terá que definir o que quer vir a “vender”, mas tendo a consciência que associado a esse posicionamento terá que estar sempre o factor qualidade.
De uriel oliveira a 12 de Janeiro de 2010 às 22:00
Concordo plenamente e deixo algumas ideias de valores:
Sol
Gastronomia
Inovacao
Historia
De Virgínia Coutinho a 21 de Janeiro de 2010 às 09:36
A questão é exactamente essa.... queremos um posicionamento associado a um conjunto enorme de características e não encontrámos um core! Inovação? como dissera uma vez "não devemos querer parecer um país de camarões, se somos de sardinhas... o que não é necessariamente mau".
De uriel oliveira a 21 de Janeiro de 2010 às 21:40
Não, sardinhas não é nada mau, de facto. Concordo com o core, mas não me parece que a inovação seja necessariamente o camarão da coisa! Afinal associada à nossa história está a nossa capacidade de inovar e isso não implica necessariamente uma ruptura de valores. Se hoje, conseguirmos mais uma vez, ver na nossa capacidade de inovação uma oportunidade, em continuidade com aquilo que fomos e com aquilo que queremos ser, penso que estamos no nosso core.
De tiago carvalho a 14 de Janeiro de 2010 às 04:08
Uriel, não sei não conhecerá já esta - um pouco datada - proposta de reposicionamento da marca Portugal, pela BBDO - http://www.compromissoportugal.pt/docs/ficheiros/Europes_West_Coast.pdf.

Caso conheça, desculpe-me a inconveniência.

Outro texto sobre o assunto: http://www.meiosepublicidade.pt/2007/12/11/euro-rscg-biss-lancaster-e-a-novidade-da-promocao-de-portugal-no-exterior/

Cumprimentos,

Tiago Carvalho
De uriel oliveira a 14 de Janeiro de 2010 às 22:13
Obrigado pela contribuição Tiago,
Esta campanha que se consolidou o ano passado e que era centrada em pessoas cuja dimensão mediática é internacional, parece-me um bom exemplo do fracasso que tem sido a promoção de Portugal no mundo.
Sem dúvida que precisamos de valores, mas para quem tem que vender turismo, esses valores devem centrar-se em experiências, não em estereótipos.

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