Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

A medição de contactos online

 

Um estudo da Dwell on Branding (aqui), conduzido pela Microsoft Advertising, defende a medição dos contactos resultantes da publicidade online com base no tempo de permanência dos indivíduos nos sites, em vez do actualmente utilizado CTR (click-through rate).

Este estudo defende a medição de contactos, ou o mesmo será dizer, a determinação do preço a pagar pelas campanhas online, com base numa fórmula apoiada na convicção que o tempo de exposição de uma publicidade num website, determina a sua percepção pelos visitantes desse website.

 

O que estamos a falar na prática é a medição baseada no GRP adaptada à internet, com tudo o que o GRP tem de bom e de mau. O GRP é a metodologia convencionada para avaliar pressão nos media tradicionais e é calculado tendo em conta o tempo de duração de uma mensagem e a sua audiência, partindo do princípio que toda a audiência percepciona uma determinada mensagem desde que ela tenha um determinado tempo de duração, no caso da TV, são 30 segundos.

Se ao contrário do que acontece hoje, a medição da publicidade online for determinada por um método desta natureza, interessa a todos os envolvidos no processo publicitário, menos ao cliente.

Colocar para segundo plano uma metodologia inequívoca e infalível de avaliação como o CTR, que é possível de fazer graças à própria natureza do suporte tecnológico, é como se de um dia para o outro voltássemos a escrever no papel em vez de no computador, porque era importante aumentar o volume de negócios da indústria da celulose!

 

É verdade que é preciso encontrar soluções que respondam de forma efectiva às necessidades do mercado publicitário online, na medida em que até hoje, apesar do seu valor indubitável, ele não se consegue valorizar junto dos anunciantes, como conseguem os media tradicionais, agora este caminho não me parece que seja a solução.

 

Quem aposta em publicidade online e não pretende interactividade com o seu cliente, não está a tirar real partido do meio onde está a publicitar, pelo que a criatividade deve passar necessariamente pela inevitabilidade do click e consequente medição das impressões criadas no site destino.

Na minha opinião, o caminho a seguir deve basear-se na valorização do contacto online, em detrimento do contacto vendido pelos media tradicionais, na medida em que é mais qualitativo, interactivo e a sua medição é objectiva.

 

Entendo que seja difícil de contrariar o argumento quantitativo dos media tradicionais, quando acenam com os seus milhões de contactos diários, difíceis de superar se medidos em clicks (em reacção ao estímulo publicitário), pelo que os anunciantes se pretendem contactar as massas, continuam a preferi-los, contudo o que eles vendem não é mais do que a sua audiência, ou seja, o número de pessoas que supostamente acompanham a sua emissão, não podem assegurar, sem utilizar uma suposição metodológica discutível, contactos efectivos, reais e tangíveis.

Ora, o online também pode fazer a apresentação do seu potencial através destes milhões, no entanto para avaliar a eficácia da sua comunicação, das suas acções publicitárias, e sobretudo para se fazer pagar pelos seus serviços, penso que deve basear-se cada vez mais no custo por clique, ainda que o custo destes contactos efectivos possa ser substancialmente maior.

publicado por uriel oliveira às 14:58
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Sábado, 1 de Agosto de 2009

O dia em que o Bill Gates saiu do Facebook

 

Não sei se a saída do Bill Gates do Facebook terá segundas intenções, ou não, afinal a Microsoft tem interesses no Facebook, mas também tem outros interesses, nomeadamente no que poderá ser o futuro da própria internet. Ninguém se pode esquecer que há 4 anos não existia Twitter e o Second Life era o que estava a dar! Acredito que o futuro não se esgote no Google, no Facebook, no MSN ou no Twitter e que está a ser planeado hoje…
 

No entanto, as razões que evoca para a saída parecem-me perfeitamente normais; ter  10.000 pessoas a adicionarem-no como amigo, parece-me muita gente!
De facto, a forma como algumas pessoas se posicionam nas redes sociais, construindo redes com milhares de contactos directos, parece-me que descaracteriza a própria essência destas redes. Afinal as redes sociais podem ser verdadeiramente úteis e divertidas, na medida em que nos conseguem aproximar dos nossos amigos, dos nossos conhecidos, de pessoas que não encontrávamos há imenso tempo, de pessoas que admiramos e eventualmente de pessoas com quem partilhamos interesses. Tudo o que for mais do que isto, e principalmente numa proporção exagerada, não tem qualquer piada. Acredito que o excesso de informação não é proporcional ao excesso de conhecimento, conduz sim ao perfeito desconhecimento.
O Twitter é a rede social mais permissiva a esta lógica, não é por acaso que cerca de 60% dos novos utilizadores desistem passado um mês. Não existindo a necessidade de autorizar os seguidores, e usando as “regras” de boa educação desta rede social, de seguir, quem nos segue, rapidamente se podem construir redes com milhares de pessoas. Aliás, com base nesta “regra” de boa educação do Twitter, reside o segredo do marketing pessoal na rede e faz com existam várias pessoas que seguem mais de 5.000 pessoas e são seguidas por um número idêntico de pessoas em Portugal e de várias centenas de milhar nos Estados Unidos.
 

Aqui fica uma reflexão sobre um marco que ficará para sempre na história das redes sociais: o dia em que o Bill Gates saiu do Facebook.

publicado por uriel oliveira às 10:09
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